segunda-feira, 13 de maio de 2013

Um Dia das Mães triste

Olá pessoal! Estava um pouco sumida, mas retorno com essa postagem um tanto triste, porém importante para que, de repente, possamos ter alguma mudança de comportamento. Este editorial foi publicado no jornal Correio Catarinense, na edição de sexta-feira, 10 de maio.


Nesta edição o Correio Catarinense preparou uma reportagem especial dedicada às mães. Afinal, no domingo, é dia delas. Por meio de cada perfil relatado, o jornal quer homenagear todas as mães.  Todas vocês donas deste amor incondicional.
Mas, em meio a produção de mais uma edição, não se esperava ter que dar uma notícia tão triste como a do viúvo André de Souza, que morava em Tijucas, porém sempre viveu em Nova Trento. Ele estava prestes a ter o primeiro filho e acabou perdendo também a mulher. Nesse momento de muita comoção, ainda é difícil elencar culpados, mas o que se sabe é que a saúde na região está UTI. Toda equipe do Correio Catarinense, quer, firmemente acreditar que este fato não teve relação com a situação precária da saúde. Porém, é difícil não  pensar que tudo isso não tenha relação. Como ficam agora as grávidas que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS)? Dá para dormirem tranquilas será? Dá para ter um Dia das Mães despreocupado com a falta de obstreta em Canelinha, com  o relato de semana passada, sobre uma mãe que aguardou várias horas atendimento para ter o filho em São João Batista e o médico não apareceu? Que fique claro, de forma alguma queremos apontar culpados. Hospitais, nem precisam se manifestar. O que o jornal quer com estas palavras é poder ter garantida a saúde como prioridade. Que as pessoas não tenham que pagar um convênio para ter certeza que serão bem atendidas. Será que já não bastam os imposto pagos. Sabe-se que eles são suficientes sim. E como são! O problema é a gestão dos recursos que, sem humanidade e comprometimento dos responsáveis por eles, vão parar em locais que não deveria. Por outro lado, as deficiências são sentidas na pele até aqui na nossa região do Vale do Rio Tijucas, onde tantas reclamações e preocupações com essa área não eram tão comuns. Que no próximo ano, o editorial possa ser outro e, que esta data tão especial possa ser de fato comemorada com muito amor, sem luto.



Obs: Na quinta-feira, um dia antes da publicação deste, a Prefeitura de Canelinha informou a contratação de obstetra.

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