sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O dia em que o baiano de São João Batista conheceu o irmão


Roberto dos Santos, 26 anos, tem ao todo 16 irmãos, 11 por parte da mãe, e 5 por parte de pai, mas um deles ainda faltava conhecer


Há 8 anos, Roberto dos Santos, 26 anos, o Baiano, decidiu visitar uma prima em São João Batista e pela Capital Catarinense dos Calçados se apaixonou. Não quis mais voltar para casa dos pais e em São João Batista logo constituiu família. Mas, em Irará, cidade com cerca de 20 mil habitantes, na Bahia, deixou um coração aflito, o da mãe Matilde Cerqueira Portela. "Minha mãe dizia sempre, já não sei mais onde está um filho, agora parece que perdi outro ", comenta.

Ele relata que essa manifestação da mãe, sempre o deixava angustiado, pois afinal também queria saber onde estava esse irmão, que saiu de casa antes mesmo de Baiano vir ao mundo. "Quatro anos antes de eu nascer, meu irmão Renato Portela Filho foi morar com um tio nosso em Uberlândia, Minas Gerais. Ele tinha apenas 13 anos e nunca mais retornou".

Baiano conta que o assunto começou a inquietá-lo demais, por conta disso, há um ano, resolveu sair em busca do irmão desconhecido. De primeira, resolveu ir ao cartório eleitoral para saber se o irmão havia votado na última eleição e buscar mais dados. "Lá, eles até acharam ele, mas não poderiam passar o endereço", diz.

Dessa forma, persistente, Baiano ligou para companhia elétrica de Minas Gerais. Por telefone descobriu o endereço do irmão e antes de comprar a passagem, fez algumas ligações e pesquisou no Google Earth a casa de Renato.
Foi então que no dia 19 de setembro, mesmo com certa desconfiança ele pegou o avião e, pasmem, já no táxi pelas ruas de Uberlândia, pediu para que o taxista parasse que achava conhecer um rapaz na frente de uma das casa que haviam passado. "Reconheci meu irmão antes mesmo de tê-lo visto uma única vez. Foi um momento de muita alegria", confessa.

Depois de chorarem juntos, Baiano descreve que ligaram para a mãe, que ficou bastante emocionada e agora não vê a hora de ver o filho perdido. Segundo Baiano, no fim deste ano, o reencontro acontecerá.  Ele diz que num momento da vida, o irmão que está agora com 43 anos, quis voltar, mas não conseguia achar o caminho de retorno. "Estou muito feliz, meu irmão é uma pessoa maravilhosa, que lutou e luta muito para viver. Digo a todos, não desistam do que almejam".

Uma rede que pode ser traduzida em amor

Entidade que trabalha no combate ao câncer de mama e colo de útero comemora 25 anos de história

Há 25 anos, uma semente foi plantada e começou a germinar. A ex-presidente Maria Círia Aragão Zunino se lembra bem daquele verão, onde a ideia surgiu, em 1989. Na época, Círia, como é mais conhecida, lembra que não pôde ser presidente, pois já comandava outra entidade, o Lions Clube, mas nem por isso deixou de trabalhar intensamente para fundar a Rede Feminina de Combate ao Câncer de São João Batista. "A rede é algo que faz parte da minha vida", diz ela que durante 14 anos esteve a frente da entidade.

Entre os momentos marcantes da trajetória dela na rede, Círia destaca o ano de 2005, quando foram receber recursos da Central do Dízimo, em São Paulo, para construção da atual sede da entidade.
Outra mulher que leva o nome da rede quase como sobrenome é Diva Miriam Cipriani, conhecida por muitos como a 'Diva da Rede". Ela dedicou 20 anos da vida à entidade, mas até hoje é bastante procurada pelas mulheres da cidade, por conta do atendimento humanizado que sempre prestou. Diva lembra que muitas vezes pegou o carro própriopara ir em busca de pacientes que faziam o preventivo e fugiam do resultado. Além disso, ela conta que no início tiveram que enfrentar o preconceito de alguns maridos. "Eu chamava e explicava a importância do exame", comenta.

A atual presidente, Élide Maria Martini dos Santos, acrescenta que graças a mulheres como Ciria e Divas e todos os voluntários, sim, no masculino, pois há homens também envolvidos nessa rede, a entidade possui tamanha credibilidade. "É muito gratificante ser presidente da rede". Ela agradece a todos que já passaram pela entidade e ajudaram a escrever essa história de luta, mas também de muito sucesso. "Muito obrigada a todos  que renunciaram aos afazeres pessoais para se dedicar a esta tão nobre causa. Necessitaram muitas vezes diminuir as horas de sono, ficar menos tempo com os filhos e abdicar de horas de lazer". Não por acaso, Élide conta que a cada ata revista, é possível perceber o aumento do número de mulheres e homens envolvidos e dispostos a dar sua pequena/grande contribuição na sociedade onde vivem.

Entidade atuante
A Rede Feminina faz um trabalho de prevenção e hoje conta ainda com um grupo de apoio às mulheres portadoras ou em tratamento do câncer de colo de útero e de mama, o Grupo Cria e Contagia, que produz artesanato e possui ainda um bazar permanente. Todo recurso gerado no bazar e no artesanato é utilizado na manutenção da entidade. A presidente, Élide Maria Martini dos Santos aproveita para agradecer também todos os prefeitos e secretários de saúde que apoiaram incansavelmente a rede ao longo desta duas décadas e meia , pois sem o incentivo destes a entidade não teria se mantido.


Todas as presidentes
Márcia Helena Reinert, 1989 a 1991
Vera Lúcia S. Velho , 1992 a 1993
Maria Olivia M. Ramos, 1994 a 11995
Maria Círia Aragão Zunino, 1996 a 2010
Élide Maria Martini dos Santos,2011 a 2014

Faça parte
A presidente utiliza um dos trechos do hino para traduzir o trabalho na entidade. “Fica sempre um pouco de perfume nas mãos abençoadas que oferecem rosas! E nós podemos oferecer às pessoas, amor, carinho e respeito. Com isso, servimos à Deus, nosso criador”. Por isso, Élide aproveita para convidar mais pessoas a se envolverem nessa rede. “Venha fazer parte da nossa Rede”.

Muito além do voto


Nesse período de eleições, paro para refletir: quem dera todos, da mesma forma que se expõem, as vezes até com comentários ofensivos, fossem assim o ano inteiro. Certamente a nossa realidade política seria outra. Basta ver pelos já eleitos no dia 5. Esses devem rir muito. Pois a maioria daqueles que anunciaram: "O Gigante Acordou",  em junho de 2013, simplesmente agiu na mesmice e, adormecido, teve medo de mudar. Ué, querem que algum político, cidadão igual a vocês, deem bola para uma nova possível manifestação? Seria perda de tempo. 

Eis que infelizmente, aquela máxima de que cada povo tem o governo que merece, prevalece. Caso contrário, muitos daqueles nomes conhecidos da corrupção brasileira não estariam mais no poder. Como sugeriu Ciro Marcondes Filho em um de seus livros: Quem manipula quem, afinal? É essa reflexão que quero deixar nesta semana que volto a substituir minha irmã gêmea, temporariamente, na coluna Área Vip.
 É fato que nada muda de uma hora para outra, mas creio na força de cada um, sem ofensas. Ser cidadão, vai muito além de votar. Aí sim, teremos um município, estado e país VIP para morar!