sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Uma rede que pode ser traduzida em amor

Entidade que trabalha no combate ao câncer de mama e colo de útero comemora 25 anos de história

Há 25 anos, uma semente foi plantada e começou a germinar. A ex-presidente Maria Círia Aragão Zunino se lembra bem daquele verão, onde a ideia surgiu, em 1989. Na época, Círia, como é mais conhecida, lembra que não pôde ser presidente, pois já comandava outra entidade, o Lions Clube, mas nem por isso deixou de trabalhar intensamente para fundar a Rede Feminina de Combate ao Câncer de São João Batista. "A rede é algo que faz parte da minha vida", diz ela que durante 14 anos esteve a frente da entidade.

Entre os momentos marcantes da trajetória dela na rede, Círia destaca o ano de 2005, quando foram receber recursos da Central do Dízimo, em São Paulo, para construção da atual sede da entidade.
Outra mulher que leva o nome da rede quase como sobrenome é Diva Miriam Cipriani, conhecida por muitos como a 'Diva da Rede". Ela dedicou 20 anos da vida à entidade, mas até hoje é bastante procurada pelas mulheres da cidade, por conta do atendimento humanizado que sempre prestou. Diva lembra que muitas vezes pegou o carro própriopara ir em busca de pacientes que faziam o preventivo e fugiam do resultado. Além disso, ela conta que no início tiveram que enfrentar o preconceito de alguns maridos. "Eu chamava e explicava a importância do exame", comenta.

A atual presidente, Élide Maria Martini dos Santos, acrescenta que graças a mulheres como Ciria e Divas e todos os voluntários, sim, no masculino, pois há homens também envolvidos nessa rede, a entidade possui tamanha credibilidade. "É muito gratificante ser presidente da rede". Ela agradece a todos que já passaram pela entidade e ajudaram a escrever essa história de luta, mas também de muito sucesso. "Muito obrigada a todos  que renunciaram aos afazeres pessoais para se dedicar a esta tão nobre causa. Necessitaram muitas vezes diminuir as horas de sono, ficar menos tempo com os filhos e abdicar de horas de lazer". Não por acaso, Élide conta que a cada ata revista, é possível perceber o aumento do número de mulheres e homens envolvidos e dispostos a dar sua pequena/grande contribuição na sociedade onde vivem.

Entidade atuante
A Rede Feminina faz um trabalho de prevenção e hoje conta ainda com um grupo de apoio às mulheres portadoras ou em tratamento do câncer de colo de útero e de mama, o Grupo Cria e Contagia, que produz artesanato e possui ainda um bazar permanente. Todo recurso gerado no bazar e no artesanato é utilizado na manutenção da entidade. A presidente, Élide Maria Martini dos Santos aproveita para agradecer também todos os prefeitos e secretários de saúde que apoiaram incansavelmente a rede ao longo desta duas décadas e meia , pois sem o incentivo destes a entidade não teria se mantido.


Todas as presidentes
Márcia Helena Reinert, 1989 a 1991
Vera Lúcia S. Velho , 1992 a 1993
Maria Olivia M. Ramos, 1994 a 11995
Maria Círia Aragão Zunino, 1996 a 2010
Élide Maria Martini dos Santos,2011 a 2014

Faça parte
A presidente utiliza um dos trechos do hino para traduzir o trabalho na entidade. “Fica sempre um pouco de perfume nas mãos abençoadas que oferecem rosas! E nós podemos oferecer às pessoas, amor, carinho e respeito. Com isso, servimos à Deus, nosso criador”. Por isso, Élide aproveita para convidar mais pessoas a se envolverem nessa rede. “Venha fazer parte da nossa Rede”.

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